
No
Brasil, a crise da saúde pública tem sido uma herança maldita entre os
governos. Todos prometem, mas ninguém consegue implementar ações de melhorias e
redirecionamentos na gestão. Por que?
Os
governantes e os cidadãos com situação financeira privilegiada e/ou que têm
plano de saúde precisam visitar, no mínimo, um hospital público e um pronto
socorro de uma grande cidade, para presenciarem o caos no atendimento. Nos
pequenos centros, a humanização até alivia, o que ameniza um pouco o sofrimento,
mas falta infraestrutura.
Precisamos
nos lembrar que as pessoas que sofrem nas portas, nas filas e nos corredores
das casas de saúde por este Brasil afora são nossos irmãos e precisam de
dignidade. Não tiveram a mesma oportunidade que nós e por isso precisam de
respeito. São eles que movem a riqueza do nosso país.
A pessoa
enferma sofre todo tipo de dor:
corporal, psicológica, moral e do abandono.
Dentre as
várias causas que têm levado nossa saúde para a UTI, destacamos: falta de
gestão, ausência do estado, corrupção, escândalos, falta de representatividade
da classe política, falta de compromisso de profissionais e da sociedade.
Os
brasileiros já pagaram impostos extras para que a receita fosse destinada à
saúde. Quem não se lembra da CPMF?
Existem
muitos hospitais que foram construídos e nunca entraram em uso, outros viraram construções
abandonadas e os que funcionam encontram-se em situação de precariedade. A
falta de gestão e ausência de setores do Governo permitem que essas imoralidades
aconteçam frequentemente, inclusive o abandono de equipamentos caros que nunca
foram montados.
Quanto
aos nossos representantes devemos estar atentos às suas atuações e cobrar posicionamentos
firmes nos casos de corrupções e desvios do dinheiro público, como também
urgência na aprovação de projetos que beneficiem o povo, sem negociatas.
Na década
de 90, o Ministério da Saúde lançou o PSF (Programa de Saúde da Família), que
consiste em promover atenção básica às comunidades, com uma equipe
multidisciplinar formada por várias especialidades de profissionais
trabalhando em equipe, como: médico, enfermeiro, dentista, técnico, agente de
saúde, psicólogos, assistentes sociais...
A
Portaria Nº 2488/2011 define as características do processo de trabalho das
equipes de Atenção Básica e as atribuições dos profissionais, dentre essas é
função do médico:
II - realizar consultas clínicas, pequenos
procedimentos cirúrgicos, atividades em grupo na UBS e, quando indicado ou
necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas,
associações etc);
Em
algumas regiões do país, os profissionais, com exceção do agente de saúde, não
podem se ausentar da sua unidade de trabalho conforme previsto na portaria
acima, porque na realidade, muitos saem para resolver suas questões pessoais.
Vemos também diariamente na mídia que muitos profissionais não cumprem sua
carga horária ou simplesmente nem comparecem.
A
melhoria da crise da saúde está nas mãos do estado com uma boa gestão, combate
sério à corrupção, exoneração dos maus
servidores e valorização da classe trabalhadora. Precisa também da seriedade e
da verdadeira atuação democrática de nossos políticos, do compromisso dos
profissionais envolvidos e da participação maciça da sociedade.
A consciência política não depende de classe social ou cultural, depende sim
da formação como ser humano, do nível de respeito ao próximo e do exercício da
cidadania em sua plenitude.
Estas intervenções não são utópicas, são ações
que devem permear todos os segmentos de uma sociedade humanamente evoluída.
Por Lucieli
Por Lucieli

E esse mesm o problema pricipal do brasil !
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