terça-feira, 25 de dezembro de 2012

ENTÃO É NATAL!



O natal é a maior das festas cristãs, em que é celebrado o nascimento de Jesus Cristo.

Cada região tem a sua tradição, como o presépio nos países latinos, o papai noel que cruzou fronteiras, trocas de cartões, decorações simples ou sofisticadas, ceias fartas, enfim, o importante é confraternizar.

A solidariedade aflora, todos imbuídos num espírito de união, de perdão, de voluntariado em que muitas pessoas ou grupos promovem arrecadações para distribuir presentes e comidas aos irmãos mais necessitados.

Pensando bem, essas iniciativas e boas ações devem ser praticadas continuamente. As pessoas tem fome, falta de teto, falta de emprego, falta de tudo, todos os dias. As crianças tem vontade de brincar todos os dias e as que esperam adoção precisam de um lar para recebê-las todos os dias, não só no natal.

O comércio é que não perde tempo e nem oportunidade para faturar, shoppings lotados e filas intermináveis por todos os lados. Os trabalhadores mal recebem o 13º salário e já correm para as compras de presentes e aquisições de dívidas para o próximo ano. Até em países não cristãos as pessoas festejam com troca de presentes. 

Tudo é válido desde que não nos esqueçamos do verdadeiro sentido do Natal e das lições de humildade e de amor deixadas por Jesus.

Que o espírito natalino, a piedade, a solidariedade e o amor possam permanecer em nossos corações todos os dias de nossas vidas. 

Por Lucieli

sábado, 24 de novembro de 2012

AQUI JAZ UMA CIDADE

Aqui jaz uma cidade

É certo que somos extremamente dependentes de energia elétrica. Desde a invenção da máquina a vapor, os homens não pararam de buscar melhores alternativas para automatizar o trabalho e revolucionar o processo de industrialização.

Nos dois últimos séculos essa explosão industrial mudou completamente a vida das pessoas, trouxe facilidades para a execução das tarefas, crescimento da indústria, avanços na medicina, na tecnologia, na informação, enfim, contribuiu para que as pessoas tenham muito conforto e comodidade. Hoje somos marcados pelas eras da informática, do conhecimento, da informação, a era disso, a era daquilo...

A necessidade de energia é premente, em nome do progresso ,  da competitividade internacional, da evolução em pesquisas, do conforto, da ciência e do capitalismo. Para ampliar a empregabilidade o governo precisa apoiar a indústria, para o povo gastar o salário e garantir mais produção e mais emprego.

Enquanto se fala em preservação do meio ambiente, aproveitam para destruir a natureza de forma legalizada, justificando o “crescimento do País” e os incontáveis benefícios da energia à economia. E essa energia, vai servir a quem?

Junto com a formação dos lagos das usinas hidrelétricas, perecem os animais, as aves, os peixes, as árvores, os homens e todo o referencial de vida que possuem. Salvam alguns animais para se mostrarem ambientalmente corretos. Quem acredita que conseguem salvar todos? É a destruição de um ecossistema, visível a qualquer leigo. Neste caso não precisamos de justificativas científicas. 

Imagine as famílias ribeirinhas, que geralmente são os pobres, que moram numa cidade ou sítio a vida inteira e com histórias de gerações que ali viveram. Quando menos esperam, chegam uns doutores, cheios do conhecimento e avisam que terão que deixar suas casas e em troca receberão casas novinhas, com conforto.

Quem disse que um agricultor familiar quer uma casinha nova com conforto? As prioridades são outras. Eles querem permanecer onde nasceram, cultivar as terras que foram dos seus antepassados,  levar uma vidinha tranquila, e isso lhes basta. Para eles cada lugar, cada plantação tem uma história.

Para saírem de seus cantinhos, eles não têm querer. É dado o prazo para que desocupem a área. É lei. Após a migração para as cidades novas, nuas e sem vida, as empresas destroem o que sobrou para que não tentem voltar para as margens do lago. 

Sempre que os moradores voltam ao local inundado começam a procurar vestígios e quando acham guardam como se fossem relíquias. A saudade e a falta de vínculo com o novo local causam muito sofrimento, doenças e desgastes psicológicos, principalmente aos mais idosos.

Junto com a submersão da cidade ou da região, uma parte da vida de seus habitantes também é inundada pela desilusão, pela saudade e pela marginalização nas grandes cidades. 

A ciência tem desenvolvido várias pesquisas sobre produção energética e outras alternativas realmente limpas. Por que não usá-las?

A destruição de cidades e de ideais em nome do progresso é uma agressão e falta de respeito ao ser humano e à natureza. É um equívoco a informação de que hidrelétricas, com alagamentos e destruição da natureza, geram energia limpa.

Por Lucieli

sábado, 10 de novembro de 2012

O BRASIL DO BEM


Que nosso País é do BEM e abençoado por Deus, nunca tive dúvidas. Temos um povo alegre, pacífico, esperançoso por dias melhores e trabalhador.

Nesta semana visitei uma parte da região  nordeste do estado de Minas Gerais. Fiquei extasiada com a paisagem. O relevo é de encher os olhos, não sabia se olhava para a estrada ou se para as montanhas de pedras.

Tive a oportunidade de conhecer as entranhas daquela região e um pouco da essência do povo, dos pequenos agricultores e pecuaristas. A pecuária e agricultura familiar são muito fortes e expressam a vocação local. Estas atividades são importantíssimas para aquela economia e viabilizam a fartura de alimentos na mesa da população.

É preciso reconhecer que a mão de obra do pequeno produtor rural é indispensável à nossa sobrevivência. Os produtos não podem encarecer porque refletem na cesta básica e aumentam a inflação.

O produtor rural trabalha muito. Às vezes inicia a labuta antes de raiar do sol e só termina a noite. Trabalho bruto, braçal, sob o sol forte.  Muitas vezes não é respeitado como merece. Eles precisam de maior apoio de órgãos governamentais que regulam as atividades rurais para desenvolver o seu trabalho, como: assistência técnica gratuita, juros baixos, mais facilidade no acesso ao cadastramento em programas que garantem a compra dos alimentos produzidos e fortalecimento da classe, para conseguir negociar direto com as fontes consumidoras, pois o atravessador acaba levando todo o lucro de seu suor.

Outro destaque foi para o município de Teófilo Otoni, onde conheci uma Associação (APJ) que tem feito a diferença na educação das crianças e adolescentes. O trabalho vai desde o cuidado com a criança ainda no ventre da mãe até a sua profissionalização. Quantas vidas deixaram de ser ceifadas pelo crime, com a atuação do padre Giovanni e sua equipe. Parabéns! O trabalho ali realizado reflete no BEM para toda a população da cidade e região!

Por todos os cantos do Brasil encontramos organizações, pessoas especiais e conscientes, que acolhem e encaminham nossas crianças e jovens, que dão assistência aos pequenos produtores passando-lhes conhecimentos sobre a economia solidária, sobre a importância da organização social, do fortalecimento da classe, da mobilização e da conquista de seus direitos enquanto cidadãos.

A exuberância da paisagem e o trabalho dos brasileiros fazem de nosso País um gigante. A todos os  que lutam em prol da dignidade humana, nosso respeito e admiração!



Por Lucieli

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PARABÉNS ALTO ARAGUAIA!


No dia 26 de outubro de 1938 nascia o município de Alto Araguaia. Cidade jovem, com apenas 74 anos e muita história.

Desde antes de sua emancipação política experimentou períodos turbulentos como a revolução Morbeck X Carvalhinho. Já na década de 70 abriu seus braços para receber os novos imigrantes, principalmente do sul do País, e passou a ter uma economia pujante que culminou com uma ferrovia para transportar a riqueza gerada em suas terras férteis.

Cidade promissora, hospitaleira, generosa e acolhedora!
Não sou araguaiense de nascimento, mas de coração. Costumo dizer que quando aceitamos alguém ou algo de coração, o amor é transcendental.

As lembranças da minha infância sempre me remetem ao córrego boiadeiro e ao rio Araguaia, e posso apostar que esse sentimento invade a todos da minha geração.

Águas cristalinas que refrescam nossas terras e oferecem a maior riqueza que um povo pode ter. Onde há água há vida abundante.

Que saudade do praia, da cachoeira, do porto dos soldados, do corredor, do val, da Aninha, da voltinha, do fundo do quintal do vovô “Antoinzinho”. Lá tinha uma ilha, que para mim era grandiosa. Os sonhos de uma criança potencializam a realidade. 

Espero que nossas crianças e futuras gerações tenham também a oportunidade de brincar e nadar nas águas despoluídas do boiadeiro e do Araguaia.

Que todas as pessoas que fazem a nossa cidade, sejam filhos naturais ou por opção, zelem pelo povo, pela natureza, pela economia, pela PAZ e por um futuro promissor aos nossos filhos e descendentes.

Parabéns a todos que fizeram e fazem o nosso município, com trabalho árduo, honesto e cuidadoso. Cuidadoso no sentido de gerar riquezas e preservar o meio ambiente, como nossas nascentes, nossos rios caudalosos e o riquíssimo cerrado.

Te amo Alto Araguaia!  Você acolheu a minha família muito antes do seu nascimento político.
Por Lucieli

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

NOSSAS CRIANÇAS, NOSSO FUTURO



De todos os estágios da vida humana, a infância é o período mágico, do faz de conta, do lúdico e da proteção.

Ah, se todas as crianças do mundo passassem por essa tão importante fase da formação do ser humano, com proteção integral!

Quando falamos que o futuro está nas mãos das nossas crianças, não podemos esquecer que a preparação desse futuro está em “nossas mãos”, ou seja, é de nossa inteira responsabilidade amar, amparar, cuidar, alimentar, dar segurança, educar e  encaminhá-las para um futuro promissor.

Delegar a educação dos filhos para as escolas e creches é um grande perigo. Por mais que os profissionais se esforcem, é no lar que a base de formação emocional e social deverá se sustentar.

Proteger não é estruturar a casa com muros altos e cercas elétricas e nem com câmeras internas. Proteger é estar ao lado do filho ou filha, saber das suas angústias, proporcionar liberdade para o diálogo, dar-lhe oportunidade para receber os amigos, acompanhar essas amizades, saber sobre seus acessos na internet e prepará-lo (a) a enfrentar as más abordagens a que está sujeito (a) diariamente.

Quando nos deparamos com notícias sobre a delinquência juvenil e seus requintes de crueldade, ficamos perplexos e sempre dizemos este tipo de frase “Meus Deus, estou chocado, onde vamos parar com tanta violência?” Quanto mais estivermos voltados somente para os nossos compromissos, mais e mais vezes repetiremos essas frases.

Nós podemos melhorar o mundo e preparar as crianças para recebê-lo.

Vamos sair de nossos casulos e deixar que a metamorfose atinja nossa alma, para que tenhamos a sensibilidade de olhar com cuidado para o nosso lar e para os lares que necessitam do nosso apoio.

Essa responsabilidade é nossa, não tem como delegá-la.

FELIZ DIAS DAS CRIANÇAS!





Por Lucieli

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PRIMAVERA - 22 DE SETEMBRO

Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

A NATUREZA EM EBULIÇÃO


Nesta semana a mídia está divulgando resultados de estudos recentes sobre o degelo no “Ártico”, mas as autoridades estão muito mais preocupadas com a economia do que com a continuidade da vida humana no planeta. Sem vida, quem sobrará para gastar o rico dinheirinho? 

“Estamos diante de uma emergência planetária”, afirmou o cientista James Hansen, lembrando que o degelo do “Ártico” está agravando as consequências do aquecimento global que a terra vem registrando por causa dos gases do efeito estufa, produzidos pela ação do homem.  Exame.com 20/09/12.

Enquanto escrevia resolvi olhar as últimas notícias, e no site http://www.diariodarussia.com.br/fatos/noticias/2012/09/21/vazamento-de-gas-metano-causa-aquecimento-no-oceano-artico/ acaba de ser publicada uma matéria sobre a mais recente descoberta de cientistas e pesquisadores da Academia de Ciências da Rússia, com o seguinte teor: segundo os estudiosos, foram mapeados aproximadamente 200 pontos de vazamento de gás metano no mar de Laptev, que deságua no oceano ártico. 

As declarações são sérias e comprometedoras para o futuro. O catedrático russo em Ecologia Dmitri Zamolodtchikov informou que o gás metano é muito pesado, com alto poder de destruição da vida marinha e dos recursos naturais.

Hoje é o dia da árvore.  Resumidamente sabemos que elas formam a principal fonte de oxigênio do planeta, portanto elas são VIDA.  Mesmo com estudos apontando que a liberação de gases prejudiciais parte também do mar e não só de nossas ações, devemos fazer a nossa parte em dobro, em triplo ou não sobreviveremos. Vamos plantar, plantar, plantar e cuidar da saúde do nosso planeta.

Precisamos desenvolver hábitos saudáveis em nosso benefício e da natureza, urgentemente, como: exigir das autoridades investimentos em transporte público de qualidade e com combustível menos poluente; energia limpa; adaptar-nos a oferecer e receber caronas para o trabalho; evitar o consumismo e aquisição de supérfluos, que só servem para encher gavetas e acumular lixo; alimentar com produtos naturais e saudáveis, livres de agrotóxicos, dentre outros hábitos de reeducação. Dia 22/09 é o dia mundial sem carros. Façamos a nossa parte.

Enfim, a vida encarada de forma simples e natural não é sinônimo de pobreza ou desapego, mas de conscientização pela sobrevivência humana no planeta.

 Por Lucieli

sábado, 8 de setembro de 2012

8 DE SETEMBRO-DIA MUNDIAL DA ALFABETIZAÇÃO E 14 MILHÕES DE ANALFABETOS


“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.” Art. 4º da lei 8.069 - ECA

A Lei é perfeita, assegura educação e toda forma de proteção e dignidade à criança em formação. Mas, será que ela está sendo cumprida? O que os meios de comunicação divulgaram nesta semana?

Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), com base no Censo de 2010, indicam que no Brasil, a cada 20 crianças de até 8 anos, três não sabem ler ou escrever, que corresponde a 15,2% das crianças. No norte e nordeste os índices são maiores.  O que mais assusta é que quase 98% das crianças de 7 a 14 anos encontram-se matriculadas.

Para o país aparecer bem nas estatísticas mundiais, os dados quantitativos de crianças matriculadas estão ótimos, mas infelizmente o que precisamos é de qualidade e de um povo forte, preparado e participativo.

O Brasil é a sexta economia do mundo e está na 88ª posição no ranking da educação, segundo a Unesco.

Saber decodificar as letras e os números é só o início do processo, o alfabetizado precisa ler, entender o que leu e escrever. Apenas desenhar ou copiar o nome, tirar documentos com assinatura não pode ser considerado alfabetizado, o que acontece no Brasil. Quem consegue reconhecer as letras e palavras, mas não compreende o que lê, é analfabeto funcional.

Na escala de prioridades para melhoria do nosso sistema educacional, a formação dos professores é o fator essencial e urgentíssimo. A seguir a valorização dos profissionais de educação, porque afinal todos os cidadãos passam pelas mãos do professor. Melhorias nas condições estruturais das escolas, meios de transportes dignos, alimentação adequada aos alunos, entre outras fragilidades. Não se constrói um País sem educação!  A falta de base pode desmoronar as mais belas edificações.

Nós – sociedade, autoridades e todas as esferas governamentais somos responsáveis pela educação de nossas crianças, conforme a Lei citada acima. É nosso dever reivindicar melhorias para a educação e fiscalizar a execução de políticas públicas direcionadas ao setor.

Que a cada ano o índice de analfabetismo possa decrescer. Aí sim, poderemos comemorar o Dia Mundial da Alfabetização com o sentimento de dever cumprido, no quesito cidadania.

Fonte: Anuário Brasileiro de Educação Básica/Todos pela educação


Por Lucieli

sábado, 1 de setembro de 2012

SAUDADES PARA SEMPRE...


Querido irmão, hoje é sábado, o dia amanheceu ensolarado, o final de semana promete. Para nossa família não será um final de semana maravilhoso, pois está faltando você, chegando na cozinha da mamãe com aquele vozeirão e estalando nossos dedos.

Hoje está completando meio ano que te tiraram do nosso convívio. São 06 meses que pensamos ininterruptamente em você. Mas confiamos em Deus e na justiça, que está fazendo um grande trabalho. Te prometemos que sua morte não ficaria impune e nossas autoridades estão cumprindo com excelência o seu papel.

O grande poeta Vinícius de Morais assim escreveu; “Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...”  Nunca parei para pensar que alguém da minha família fosse tirado tragicamente porque nos momentos de alegria e de vida plena nunca pensamos na morte, ainda mais como foi a sua meu irmão.

Quando nos encontrávamos nosso assunto predileto era sobre cavalos, doma racional e equoterapia. Posso lhe dizer que seu sonho será realizado. Você não veio a este mundo sem uma missão de contribuir de alguma maneira com o próximo. Já realizei o curso de equoterapia, iniciarei aulas de equitação e muito em breve teremos o centro filantrópico para atender as pessoas que necessitam, do jeitinho que você sonhava. Em breve teremos uma equipe multidisciplinar formada, com fé em Deus.

A saudade jamais será apagada. Você será lembrado com o sentimento de quem veio, viveu plenamente e foi prematuramente, mas seu legado de amor ao próximo será perpetuado enquanto Deus me der vida e forças para lutar.

Te amaremos sempre!


Por Lucieli