Maio – mês em que comemoramos
o Dia das Mães e o Dia Nacional da Adoção. O dia das mães são todos os dias e merece
constante comemoração. Os adjetivos para
qualificar a mulher mãe são infinitos. Mãe é uma fortaleza, um porto seguro, inspira
carinho, dedicação e ao mesmo tempo se transforma em furacão, se for necessário,
para proteger suas crias , salvo em
alguns casos, em que as renegam. Sobre essas mulheres não nos cabe comentar ou
fazer qualquer julgamento, pois as questões sociais e mentais estão muito além
da nossa compreensão. Para aprofundar deveríamos pesquisar e nos apropriar de
estudos científicos.
O que sabemos é que existem
milhares de mulheres que são o esteio da família. São mães, avós, tias. São
Marias, Martas, Luzias..., que lutam para criar seus filhos, netos, vizinhos e
até mesmo crianças desconhecidas.
Dia 25 de maio é o Dia
Nacional da Adoção, que bom seria se não houvesse necessidade de instituir esse
dia. Muitas mães passam pelo sofrimento de entregar os seus filhos para adoção por diversos
motivos, inclusive por falta de apoio das famílias, dos pais e por não ter onde
morar ou mesmo comida para oferecer ao seu rebento. Certa vez presenciei uma
mãe dizer que não lhe foi dada outra
opção a não ser doar seu filhinho, porque ela tinha “esperança e muita fé em
Deus que ele teria uma boa educação”, o
que ela não conseguiria dar.
Nesta semana pude ver o
depoimento de um adolescente que resumiu sua mãe numa palavra – Pai – me doeu e
ao mesmo tempo me encheu de orgulho, por saber que ele tem uma mãe, que ela
está se desdobrando para suprir a falta de um
homem que deveria estar dando apoio financeiro, moral e acompanhando o
desenvolvimento de seu ou seus filhos. Não procurei saber se aquele adolescente conhece o pai ou pelo menos sabe o seu nome.
O
artigo 27 do Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê: “ O reconhecimento do estado
de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo
ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição,
observado o segredo de Justiça.”
Até nos casos de ausência de
paternidade e falta de apoio dos pais aos seus filhos percebe-se a fragilidade
na educação. Se os nossos jovens passarem por um sistema educacional de
qualidade terão maiores informações sobre seus direitos e deveres, acesso ao
mercado de trabalho, proporcionando às mães o direito de permanecerem com seus
filhos e exigirem seus direitos.
A mãe que tem consciência de
seus direitos com certeza garante uma infância digna aos seus filhos. Todos os
dias é Dia das mães e dia de luta pela cidadania.
Feliz dias das mães!
Por Lucieli


