sexta-feira, 18 de maio de 2012

18 de MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE À PEDOFILIA


No dia 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória Espírito Santo, Aracelli, uma menina de oito (8) anos, foi raptada, drogada, violentada sexualmente e, já morta, teve o corpo carbonizado por um grupo de jovens da classe média alta daquela cidade. Apesar da natureza hedionda, o crime prescreveu impune. Foi em menção a esse crime que a data foi escolhida nacionalmente como o dia de combate à pedofilia através da lei nº 9.970/2000.

A pedofilia se caracteriza pela preferência sexual compulsiva do indivíduo adulto por crianças. A história científica tem registros de que, no século 19, Freud iniciou estudos sobre a pedofilia e teve que interrompê-lo porque a sociedade vienense não suportou lidar com o tema. Passados dois séculos, a dificuldade permanece. As pessoas, por não conseguirem lidar com a sordidez dos fatos que  envolvem o fenômeno, deixam seus filhos desprotegidos e alvo fácil dos pedófilos.

No Brasil, o Disque 100, serviço do governo Federal que recebe denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes, registrou mais de dois (2) milhões de denúncias desde sua criação em 2003 até abril deste ano.

As estatísticas mostram que os abusadores são familiares ou pessoas que têm algum convívio cotidiano com as crianças, como vizinhos, amigos da família e professores. Esta constatação demonstra a necessidade de maior atenção por parte das instituições que têm a criança como público-alvo de seus programas e projetos sociais, sensibilizando famílias, educadores e parceiros quanto a esta problemática social.
Nesse sentido, faço uma reflexão sobre como podemos proteger as crianças. Sempre que surge esse tema, penso que a melhor ação seria levar o assunto para a própria criança, na sua linguagem e nível de compressão, de forma que ela possa se proteger reconhecendo o ato como violação, possibilitando a revelação a alguém de sua confiança.

É preciso tratar do assunto de uma forma embasada, envolvendo a criança e seu círculo social, com uma linguagem facilitadora que a possibilite evitar ou sair de uma situação de abuso. Como passar essa mensagem? Como ela será percebida? Quais ferramentas devem ser utilizadas? Visualizo que todos os encaminhamentos passam pela educação. A informação é a ferramenta mais acessível à criança para proteger-se. É fundamental que, havendo casos na família, ocorra denúncia e não ocultamento. O silêncio gera impunidade. A TULLU REVISTA ao tratar do assunto menciona duas falas de pedófilos condenados, eis uma delas: “Os pais são em parte culpados, por não conversarem com seus filhos sobre questões sexuais, usei isso em meu proveito, ensinando à criança eu mesmo”.

As consequências do abuso sexual infantil são várias e comprometem o desenvolvimento cognitivo, social, comportamental e emocional da vítima. O fato de haver “o segredo” gera depressão e ansiedade. E geralmente, não exatamente, o abusado torna-se abusador no futuro.



Texto elaborado por Ednólia Fontenele Oliveira, objetivando uma reflexão sobre o flagelo da Pedofilia.
OBS: Visite o endereço www.todoscontraapedofilia.com.br para obter informações sobre ações previstas para o dia 18.05 – Dia Nacional de Combate à Pedofilia.

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