Quando ouvimos notícias sobre comportamentos equivocados das
torcidas de futebol, fazemos uma pergunta: O que se passa na cabeça dos
torcedores que agridem seus semelhantes?
No início desta semana,
infelizmente, mais um caso policial envolvendo torcidas aumentou as
estatísticas de mortes de jovens provocadas pela violência no futebol.
O esporte existe para unir os povos, faz bem à saúde de quem
o pratica, dá alegria aos torcedores, ajuda na recuperação de doenças, afasta as pessoas das drogas e muitos outros
benefícios.
A psicóloga Judith Viorst, em seu livro Perdas Necessárias,
diz que “a repetição é compulsiva na natureza humana [...] que a compulsão
repetitiva nos leva a fazer e repetir o que fizemos antes.” Assim, podemos
voltar aos atos praticados na infância ou na adolescência e pensar nos seus
reflexos futuros.
O tão discutido bullying não é praticado somente por
estranhos e colegas de escola. Acontece também dentro dos lares. Ações praticadas e palavras ditas aos nossos
filhos têm o poder de formação ou de destruição do caráter.
Nesta semana li uma coluna de um jornalista esportivo sobre
o retorno de imagem dos patrocinadores dos clubes de futebol, que por meio de
seus departamentos de marketing, devem atentar para o controle das torcidas.
Pois, o verdadeiro torcedor poderá ter medo de usar os produtos de seu time,
devido às agressões praticadas pelos adversários. Parece-nos que a vida fica em
segundo plano se o retorno financeiro é atingido. Pensando bem, o jornalista tem toda a razão. Do momento que os
clubes começarem a perder dinheiro, pode ser que daí passem a investir em
campanhas contra a violência.
Nas práticas esportivas, as competições e as torcidas devem ter comportamentos
saudáveis, que enriquecem a convivência com as diferenças e proporcionam um
legítimo espírito de equipe.
Vamos dar um basta a todos os comportamentos inadequados,
também, em atividades esportivas!

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