Nesta semana todos os meios
de comunicação estão divulgando o comportamento de um casal de moradores de
rua, Rejaniel e Sandra Regina, por terem
achado R$ 20.000,00 e procurado a
polícia para devolver a pequena fortuna, que para eles faria uma boa diferença.
“A minha mãe me ensinou que
não devo roubar e que devo avisar a polícia se ver alguém roubando”, afirmou Rejaniel, que logo que pegou o pacote lembrou-se
dos ensinamentos de sua mãe.
A notícia correu. Se jogarmos uma palavra chave
na internet a respeito do assunto logo acharemos incontáveis matérias. Até nas redes sociais as pessoas estão
compartilhando sobre o fato.
Por que o assunto chamou
tanto a atenção das pessoas? A honestidade está tão rara ou não estamos
acostumados a ver notícias sobre pessoas honestas? Será que os valores passados
pela família estão saindo de moda?
Estamos acostumados a ver
noticiários que só falam em tragédias e violências. Se essa rotina faz parte do
nosso cotidiano, pode até parecer normal, mas pelo contrário, isso valoriza o
lado ruim do ser humano e passa a ideia de que nossa raça está se autodestruindo.
Quando um tema se destaca tanto e vira notícia
é porque não é um fato normal. O normal deveria ser: acreditar nas pessoas e ter confiança em sua capacidade de provocar mudanças
comportamentais e de atitudes.
Não vamos falar sobre os
desdobramentos que o caso teve, como oferta de
emprego ou moradia, mas focar no caráter
daquele homem e na lição que as atitudes dele e de sua mãe puderam passar para
a sociedade.
Os valores que norteiam
nossas vidas vêm de berço. Cada família precisa conscientizar sobre suas
responsabilidades com a formação de seus filhos.
A genitora do Rejaniel fez a sua parte. Como mãe e cidadã,
ela deixou sua marca registrada e autenticada na vida de seu filho. A marca da
honestidade, do caráter e do respeito ao próximo. Mesmo numa situação adversa,
morando na rua, passando a maior das humilhações, aquele homem não foi capaz de
fazer o mal ao próximo e nem de apropriar do que não lhe pertencia.
Em certa ocasião tive a
oportunidade de visitar um albergue no bairro do Jabaquara, em São Paulo. O diretor
me disse que muitos daqueles homens estão na rua por diversos motivos e desilusões, como: amorosa, familiar, profissional, desemprego e outras decepções. O fato das
pessoas estarem nas ruas não nos dá o direito de pensar que são bandidas.
Nossa vida é passageira, não vamos levar nada deste mundo, e além do
mais, enquanto estivermos por aqui estaremos sujeitos a passar por boas e más
experiências. Vamos olhar para o próximo horizontalmente e deixar
nossa marca autenticada para o bem e para a paz entre os homens.
Por Lucieli
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