Ninguém
liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: Os homens se libertam em Comunhão. Paulo Freire
O Programa Brasil sem Miséria, do
Governo Federal, na apresentação do balanço anual, identificou que ainda
existem 2 milhões de brasileiros em situação de miséria, isto é, com renda
inferior a R$ 70,00 mês. E mais, cerca de 800 mil famílias (média de 04 pessoas
por família) continuam em condições de extrema pobreza, abaixo da linha da
miséria.
Fico pensando que a vida humana é
muito resistente. Como pode uma pessoa sobreviver por um mês com renda de R$
70,00.
Tanto o Brasil como qualquer país do
mundo passa por intempéries da natureza. Às vezes são acometidos por secas, enchentes
ou pragas, o que acarreta fome e pobreza. Em nosso caso sofremos muito menos desastres naturais, mas o nosso problema é outro.
Somos atingidos mesmo é pelo descaso de,
infelizmente, muitos políticos, que desde o início da colonização do Brasil só
pensam em levar vantagens pessoais, dilapidar o patrimônio e desviar dinheiro
público (não importa se é verba dos velhinhos, das crianças, da saúde, da
educação...).
Aliada a essa desprezível cultura de 5
séculos temos a desigualdade social, acarretada pelo acúmulo de riquezas pela
minoria, que tem acesso à melhor educação possível e consequentemente aos
melhores empregos.
É claro, existem muitas políticas de
inclusão social e educacional. Mas, se começarmos a procurar vamos encontrar os
espertinhos que podem pagar seus cursos usufruindo do que seria direito do
cidadão pobre, sem contar que para o pobre sobra uma educação fundamental e média
sem qualidade e o resultado é que não conseguem entrar na Universidade Pública..
O mesmo acontece com os auxílios sociais como bolsa família e assim por diante.
Infelizmente a cultura da esperteza ainda está muito arraigada entre uma parte
dos brasileiros.
Enquanto tivermos representantes
corruptos, sem ética, que desviam o dinheiro que é nosso, continuaremos engatinhando
e sabe lá se conseguiremos alcançar o nível de um País desenvolvido.
A hora é agora! Precisamos nos livrar
de parte dos políticos desonestos. Ao elegermos um candidato estamos
legitimando-o a nos representar como lhe for conveniente.
Iniciamos o texto com uma frase de
Paulo Freire e vamos terminar com outra do mesmo autor. Em seu livro Pedagogia
do Oprimido, ele afirmou que:

A
ação política junto aos oprimidos tem de ser, no fundo, “ação cultural”
para a liberdade, por isso mesmo, ação com eles. A sua dependência emocional,
fruto da situação concreta de dominação em que se acham e que gera também a sua
visão inautêntica do mundo, não pode ser aproveitada a não ser pelo opressor. Este
é que se serve desta dependência para criar mais dependência.
Convido o caro leitor a reler e
refletir quantas vezes achar necessário, as tão sábias palavras de um dos
maiores educadores que o mundo já teve.
Por Lucieli
Nenhum comentário:
Postar um comentário