Em continuidade ao assunto da postagem anterior
convidamos o leitor a refletir sobre o comportamento de jovens adolescentes que
não veem dificuldades em queimar e
assassinar moradores de rua.Em abril de 1997 a sociedade brasileira ficou estarrecida com a notícia de que 05 jovens haviam ateado fogo no índio Galdino, que dormia num ponto de ônibus, em Brasília.
Desde o acontecido, vários especialistas começaram a
buscar explicações para tamanha brutalidade. A partir daí surgiram muitos
diagnósticos envolvendo desarranjos familiares e sociais. Mas não estamos aqui
para julgar o comportamento daqueles 03
jovens de 19 anos, 01 jovem de 18 anos e 01 menor de 16 anos. Esse é um
trabalho para a justiça.
O que queremos discutir é a questão da inconsequência dos
atos brutais praticados por nossos jovens. Quantas pessoas moradoras de rua
morreram desde 1997, das mais cruéis formas de assassinato, que a mídia não
divulgou ou foi pouco divulgado?
Em fevereiro deste ano novamente a história se repete em
Brasília. Jovens atearam fogo em 02
moradores de rua enquanto dormiam.
Semana passada, em Linhares (ES) um jovem de 16 anos foi
detido por suspeitas de ter ateado fogo em 03 moradores de rua, motivo, sentia-se
incomodado pelo uso do espaço público pelos moradores.
O “Correio Braziliense” de 12/03/12 publicou uma
reportagem sobre 02 assassinatos de moradores de rua. O 1º aconteceu em
Taguatinga (DF) - 02 mendigos foram assassinados enquanto dormiam embaixo de
umas árvores. Em Campo Grande (MS) um morador de rua foi amarrado, vivo, em uma
árvore e teve o corpo incendiado, que provocou queimaduras em 40% de seu corpo.
Esses casos foram relatados somente para termos ideia da
dimensão das ações de crueldade impostas aos nossos semelhantes, desprotegidos
de políticas públicas e excluídos da sociedade.
São inúmeras as questões a serem refletidas:
- Qual a idade e perfil dos assassinos?
- Qual a história de vida desses assassinos?
- Que fatores têm levado nossa sociedade a ser tão intolerante?
- Por que existem tantos moradores de rua em nosso País?
- Como podemos ajudar os jovens a reconhecer a importância de suas vidas e de outras pessoas?
- Que ações as escolas estão implementando para promover o respeito entre as pessoas?
- Qual o grau de passividade da sociedade?
- Como cidadão ou cidadã, o que posso oferecer em prol da paz?
A passividade e o conformismo cooperam para o aumento da
criminalidade. É preciso estar atento às
atrocidades que acontecem ao nosso redor e nunca pensar que não temos nada a
ver com isso, porque no futuro nós ou nossos filhos estaremos sujeitos a nos
tornar vítimas.
Cidadania é também a luta pela garantia dos direitos e da
dignidade do ser humano.
As escolas, por vezes, têm papel mais influenciável sob a educação dos jovens. E apesar dessa importância, não percebo esforços do governo para que façam diferença na vida dos alunos. É nessa hora que falamos como a educação está precária. E não podemos esquecer do papel das famílias na educação dos filhos.
ResponderExcluirSobre os casos que citou, têm uns mais absurdos ainda, é pai matando filho, é filho matando pai. Acontece com tanta frequência que quando vemos esse tipo de notícia já não nos surpreendemos.
Moradores de rua, quem são eles? De onde vieram? O que querem?
ResponderExcluirSão pessoas comuns que optaram por isto por livre e espontânea vontade. Sendo que boa parte deles sofrem de problemas psicológicos como também, existem aqueles que não tiveram escolha diante uma sociedade tão corrupta e acomodada. Serão eles que devem sofrer, são eles o sacrifício reclamado, degenerado e absoluto por esta sociedade cruel e impune, que grita a dor, matando o amor.
PODEMOS AVALIAR UMA SOCIEDADE PELO MODO COMO TRATA OS DESAFORTUNADOS?
A resposta é... podemos sim.